No mundo empresarial existe um elemento que está sempre presente e impacta qualquer área de negócio. É dinâmico e tem várias vertentes. Apresenta oportunidades, ameaças, necessidades e tendências. Trata-se do ambiente externo.

Quando o contexto é favorável as oportunidades florescem e, quando é desfavorável, há que rever estratégias, encontrar soluções e gerar ação para ultrapassar os desafios.

Estamos a viver uma situação inédita a nível mundial, que exige uma profunda readaptação com consciência e consistência, por parte de todos.

E o que acontece, quando olhamos para o mercado imobiliário? Qual é o papel dos agentes nos dias que correm? E de que forma podem superar este cenário adverso?

Comecemos pelo início. Pela essência. Imóveis e pessoas. Estão interligados e é a dinâmica entre ambos, que dá vida a este setor tão complexo e atrativo.

Os imóveis representam bens e são estáticos. Indispensáveis em todo o processo. É a partir deles que surge a necessidade de investir, vender, comprar ou arrendar.

As pessoas são os clientes e os agentes imobiliários. Representam a relação que se estabelece entre alguém que quer vender ou comprar um imóvel e alguém com a capacidade de suprir essa necessidade de forma eficaz.

Podemos olhar para este mercado de várias formas. Na perspetiva transacional, o que está na génese é a venda do imóvel e o respetivo pagamento dos serviços prestados.

A perspetiva relacional baseia-se na construção de uma relação profissional de confiança entre o cliente e o agente imobiliário.

E existe uma visão que combina ambas as perspetivas. Uma visão humana.

Neste cenário existem bens e negócios para concretizar. Pessoas que procuram profissionais íntegros, competentes e conhecedores do mercado. E pessoas com consciência do seu valor individual e do papel que desempenham na vida de quem os procura.

Os agentes imobiliários fazem parte da vida dos seus clientes, a partir do momento em que entram para a sua história. Encontrar um apartamento para um casal que decidiu aumentar a família ou para recém-casados. Vender um imóvel que resulta de um divórcio difícil ou do falecimento de um familiar.

Descobrir a casa de sonho da família estrangeira que decidiu vir morar para Portugal porque quer qualidade de vida. Procurar o escritório no centro da cidade para o empresário que está a expandir o seu negócio.

Os exemplos são inúmeros. Cada cliente tem uma história e não existem histórias iguais. Tudo começa como uma necessidade, mas evolui para uma relação entre pessoas que se constrói através de valores como a empatia, a confiança e a credibilidade.

E assim, regressamos à primeira questão. Qual é o papel dos agentes imobiliários nos dias que correm?

Estima-se que, atualmente, existem mais de 40 000 agentes em Portugal. Da mesma forma, que não existem clientes e histórias iguais, também não existem profissionais iguais. Os agentes representam uma marca mãe, mas cada um tem algo valioso que é independente do contexto em que se insere.

Uma marca pessoal que representa a soma das suas crenças, valores, personalidade, competências, história pessoal, linguagem, comportamento, estilo e imagem exterior.

A marca pessoal não é uma escolha. É dinâmica, transversal a todos os seres humanos e evolui com o passar do tempo. Reconhecer a sua existência é o ponto de partida para qualquer profissional do setor tomar consciência daquilo que o distingue. Definir qual é a sua missão, visão e proposta de valor única.

Quando ocorre esse processo de reflexão, o objetivo é traduzir esse conhecimento para o comportamento e a reputação que se pretende alcançar. E assim, a marca começa a posicionar-se. Nessa fase, é importante definir objetivos e gerar ações para que a transformação da marca pessoal possa acontecer. Quer aumentar o seu nível de credibilidade? Gostava de ser uma referência na sua zona? Acabou de entrar no mercado e sente que necessita de mais ferramentas?

Defina as ações para cada objetivo. Trabalhar a marca pessoal está ao alcance de todos, é desta forma, que individualmente, se vão diferenciar, evoluir como profissionais, atrair clientes que se identificam com a sua proposta de valor e contribuir para a elevação do setor.

A outra questão remete para o ambiente atual. Será possível superarem este cenário adverso?

A marca pessoal é um elemento de força num mercado tão competitivo e da mesma forma que a singularidade é relevante, também importa ter consciência do poder coletivo e do espírito de comunidade.

É fundamental definir e implementar planos de ação individual. Investir em conhecimento e ferramentas de comunicação digital é extremamente útil nesta altura. Produzir conteúdos de valor que transmitam informação útil. Cuidar da relação com os clientes.

E é essencial olhar para o imobiliário como uma comunidade de profissionais que representa um setor e tem um papel a desempenhar no âmbito da sociedade e do país. Contribuir individualmente para a credibilidade e para elevação do mercado imobiliário nacional.

Sem dúvida que é difícil controlar o que acontece no ambiente externo, mas todos os dias, existe o poder de fazer escolhas que impulsionam o valor individual para que ele se possa unir ao valor coletivo. Este é o grande poder. Começa dentro de cada pessoa e cresce em direção aos outros, e assim o mundo se transforma.

Os agentes, os clientes, o setor e o país. Todos ganham.

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